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Células de Discipulado na PIB em Valentina

2003 – 2007

1. Perfil da Igreja

 Idade: 8 anos de organização.

Membresia: 180 membros.

Liderança: Pastor e CONAD (15 líderes nos diversos Ministérios e Organizações).

Missões: Campanhas de Missões Estaduais, Nacionais e Mundiais (PAM e Projeto em Algodão de Jandaíra)

Estrutura: Igreja de programas, com cultos: quinta-feira, sábado e domingo.

Treinamento: Escola Bíblica Dominical, cursos específicos.

Governo: Assembléia (sessões regulares).

Pontos Fortes: Liderança, Louvor e Adoração, Visão Missionária e Juventude.

Pontos Fracos: Conservação de resultados, comunhão, disciplina, cuidado do rebanho.

Em transição: Buscando o seu próprio modelo, sem negociar princípios bíblicos.

 

2. Entendendo a realidade e desenhando um futuro preferível

Buscando a Deus com muita oração e submissão, o pastor, com a ajuda de alguns líderes, buscou na autocrítica, uma aliada para fazer uma leitura da realidade da Igreja, com vistas a mudanças estratégicas para corrigir suas falhas.

 A. Principais problemas diagnosticados:

Realidade

Problemas

Boa atração de novas pessoas Ineficácia na integração dos interessados.
Boa participação numérica no culto dominical Aumento da impessoalidade.
Bom nível de resposta ao arrependimento Ineficácia no atendimento.
Problemas disciplinares Grande demanda de acompanhamento e restauração.
Centralidade no pastor Dons espirituais do povo desperdiçados.
Falta de discipulado em larga escala Pastor só “apagando o fogo”.

 

  • Estrutura administrativa pesada.
  • Mais energia, tempo e dinheiro com atividades de “apoio” do que com atividades “fim”.
  • Falta de treinamento transferêncial.
  • Estagnação do crescimento numérico e financeiro, embora continue batizando.
  • Futuro propenso a maiores dificuldades de crescimento numérico.
  • Dificuldade em associar qualidade à quantidade.

 

B. Possível correção para vários destes problemas: Células de Discipulado

  • Relacionamentos significativos – alternativa para a impessoalidade.
  • Ninho de amor para os novos convertidos – melhoria na integração.
  • Maior alcance da evangelização fora do sistema púlpitocêntrico.
  • Condição mais favorável para a aplicação dos mandamentos recíprocos.
  • Oportunidade de crescimento dos crentes – uso dos dons espirituais.
  • Estrutura leve – alternativa para o peso dos cargos eclesiásticos.
  • Treinamento simples e constante – tarefas mensuráveis.
  • Aprendizado por modelo – auxiliar hoje, líder amanhã.
  • Maior mobilização do povo diante de desafios: missões, ação social, etc.
  • Transferibilidade de valores com maior alcance – uso de modelo.
  • Maior possibilidade de tornar a vida cristã um estilo de vida.
  • Alternativa para atração de não crentes resistentes à igreja do templo.
  • Possibilidade dos dons pastorais dos crentes serem auxiliares no cuidado do rebanho.
  • Possibilidade de discipulado com prestação de contas.
  • Aproximação do crescimento qualitativo ao quantitativo.
  • Modo simples de estabelecer multiplicação de vida e estrutura multiplicante.
  • Envolvimento e desenvolvimento dos crentes em comunidade.
  • Impossibilidade de fugir do discipulado, a partir dos líderes – agenda submissa.
  • Impossibilidade de fugir da ação social e diaconia – necessidades são conhecidas.
  • Impossibilidade de fugir do cuidado do rebanho – as situações emergem.
  • Mais conhecimento do estado das ovelhas para a ministração pertinente do púlpito. 

       Observação:
A Igreja possui muitas outras carências que não foram mencionadas. O objetivo foi mostrar dificuldades que poderiam ser potencialmente suprimidas, ou minimizadas, por uma atuação sistêmica em células.

 

3. Preocupação: Multiplicar células ou dividir a Igreja?

É muito justa a preocupação com divisão na igreja através das células. Porém, acho necessário olhar à questão por outro prisma – o modo como fazemos as coisas, às vezes, cooperam para o insucesso.

Uma faca, na mão da cozinheira é um instrumento abençoador. Porém, a mesma faca nas mãos do bandido, passa a ser instrumento de morte.

As células potencializam o que temos: Uma célula de crentes cheios do Espírito, produzirá resultados maravilhosos para o reino de Deus. Agora, reunir numa mesma célula vários fofoqueiros, é espalhar o problema. Eles se sentirão à vontade para atualizarem as fofocas.

Se não empurrarmos prematuramente e a todo custo às células sobre a igreja; se selecionarmos os líderes aprovados que Deus colocou ao nosso lado; se soubermos fazer distinção entre princípios inegociáveis e modelos não copiáveis; e ainda, se formos persistentes, as células nos surpreenderão positivamente. Elas podem ser batistas.

4. Princípios e Doutrinas

Alguém disse: “Todo batista é bereano”. Amém!

Nesse momento é importante ser reflexivo, aberto, ensinável, porém bereano. oramos bastante, lemos, fizemos curso, participamos de congressos, visitamos igrejas, perguntamos etc. Partimos do pressuposto que era necessário diferenciarmos algumas coisas, a saber: princípios, doutrinas, valores, costumes, modelos e métodos.

“Cremos que a igreja do Novo Testamento, especialmente a de que nos dá conta o livro de Atos, constitui modelo para as igrejas de nossos dias; já no modelo pendular de seu funcionamento, no templo e nas casas, a difundir o reino de Deus. Cremos que são permanentes e de valor universal e transcultural os princípios bíblicos de organização, vida, ministério, proclamação e serviço da igreja, porém os métodos e modelos podem e devem variar, de acordo com a sociedade e a cultura em que se insere a igreja e desenvolver-se sua missão.” (Pr. Irland Pereira de Azevedo)

 

5 – Missão e Atividades 

A. Atividades realizadas exclusivamente no Templo

  • Cultos e Celebrações.
  • Ceia do Senhor.
  • Batismos (futuro).
  • Assembléias regulares e extraordinárias.
  • Recolhimento dos Dízimos.
  • Reconhecimento da liderança. 

B. Quem participa das Células

  • Membros da igreja.
  • Agregados (que estão se preparado para o batismo).
  • Novos convertidos.
  • Não crentes (crentes em potencial).
  • Membros de outras igrejas (somente com autorização por escrita de seu pastor). 

C. A participação da Célula não é pré-requisito para:

  • Ser membro da igreja. 

D. A participação da Célula é pré-requisito para:

  • Ser eleito para cargos, funções e comissões.
  • Participar de ministérios, grupos, corais etc. 

E. Nossa compreensão de Célula de Discipulado

  • São pequenos grupos de crentes que fazem parte da igreja. Não são igrejas.
  • Estão subordinadas à autoridade da assembléia da igreja.
  • Estão sob a autoridade espiritual da liderança pastoral da igreja.
  • Devem envolver-se nas demais atividades ministeriais da igreja.
  • Devem estar comprometidas com a Visão da Igreja e na luta por seu alcance. 

 

6. Modelos e Métodos

“Não confunda os métodos com a verdade. A mensagem não pode mudar, mas os métodos devem se atualizar a cada geração.” (Rick Warren)

A. Propósito das Células de Discipulado ante nossas necessidades atuais

  • Integrar os novos convertidos. Eles têm lugar garantido.
  • Viabilizar a comunhão entre todos os crentes.
  • Auxiliar no cuidado do rebanho.
  • Evangelizar por amizade.
  • Instrumentalizar o discipulado pessoal.
  • Criar um ambiente favorável para a prestação de contas do corpo. 

B. A Visão para os próximos 5 anos

  • Uma igreja em transição.
  • Por definição: Igreja em Células, do nosso jeito. Complicado?
  • As Células de Discipulado são prioridades, não exclusividade.
  • Ensino reformado para utilizar as Células como laboratórios.
  • Enquanto eficazes, manter e ampliar programas. Eles são “eventos de colheita!”
  • Comunicação constante da Visão – Propaganda: A alma, ou, a arma do negócio?
  • Ajustar os Ministérios da Igreja às Células de Discipulado. Serviço mútuo entre os dois.
  • Ritmo: muito devagar. Quem anda devagar se surpreende com suas rápidas conquistas. 

C. Estrutura para as Células

  • Pastor de Rede (Pastoreia e Supervisiona os Supervisores e todas as células da Rede).
  • Supervisor de Células (Supervisiona até 12 Líderes de células).
  • Líder de Célula (Lidera a célula e ajuda na escolha de um auxiliar, ajudando-o no treinamento para ser um futuro líder de célula).
  • Auxiliar de Célula (Auxilia o líder se preparando para liderar uma futura célula).
  • Discípulos (atuando dentro da célula na comunhão, integração, evangelização e demais atividades que a célula venha a desenvolver).
  • Visitantes. 

 

7. Início, execução e previsão.

Início – Março de 2003

  • Compartilhando a Visão – CONAD, sermões, palestras e cursos.
  • Montagem da Célula de Discipulado Protótipo com 20 Líderes (Célula de Líderes) – “Não se pode pedir que alguém se torne discipulador, até que seja um discípulo fiel.” (David Kornfield).
  • Encontros semanais
  • Reuniões de Oração
  • Curso “Escola de Líderes”
  • Curso de Discipulado
  • Curso de Liderança
  • Multiplicação da Célula Protótipo em 8 Células (2 Líderes em cada Célula – sendo 4 masculinas e 4 femininas). 

Execução – Janeiro de 2004

  • Janeiro – Realização do 1º Encontro de Auxiliares (Célula Protótipo).
  • Janeiro de 2004 – Iniciando as Células de Discipulado com Supervisão – 8 Células (com a participação de 80 a 120 membros da igreja). 

Previsão até Julho de 2007

  • Previsão para 2004.
  • Julho – Avaliação e adequação da realidade.
  • Julho – 1ª Multiplicação: Aproximadamente 16 Células.
  • Agosto – Início da estruturação para a criação das Redes de Mulheres, Homens e Jovens (MCA, SMM e UNIJOVEM).
  • Agosto – Estruturação para a criação das Células de Adolescentes (Mensageiras do Rei e Embaixadores do Rei). 
  • Previsão para 2005.
  • Janeiro – Mudança na estrutura da Escola Bíblica Dominical para torná-la em uma Escola de Líderes.
  • Janeiro – Início dos trabalhos das Redes de Mulheres, Homens e Jovens.
  • Janeiro – Criação das Células de Adolescentes
  • Julho – Avaliação e adequação da realidade.
  • Julho – Realização do 2º Encontro de Auxiliares.
  • Julho – 2ª Multiplicação: Aproximadamente 24 Células.
  • Agosto – Estruturação para a criação da Rede de Crianças.
  • Realização do 1º Encontro Edificar – Rede de Jovens. 
  • Previsão para 2006.
  • Janeiro – Criação da Rede de Crianças.
  • Maio – Realização do 1º Encontro Edificar – Rede de Mulheres.
  • Julho – Avaliação e adequação da realidade.
  • Setembro – Realização do 1ª Encontro Resgate – Rede de Jovens.
  • Outubro – Realização do 1º Encontro Edificar – Rede de Homens.
  • Dezembro – Realização do 3º Encontro de Auxiliares.
  • Dezembro – 3ª Multiplicação: Aproximadamente 36 Células. 
  • Previsão para 2007.
  • Maio – Realização do 1º Encontro Resgate – Rede de Mulheres.
  • Julho – Avaliação e adequação da realidade.
  • Agosto – Realização do 2ª Encontro Resgate – Rede de Jovens.
  • Outubro – Realização do 1º Encontro Edificar/Resgate – Rede de Homens.
  • Dezembro – Realização do 3º Encontro de Auxiliares.
  • Dezembro – 4ª Multiplicação: Aproximadamente 50 Células.
  • Transição completada.

 

8. Encontros 

Encontro de Auxiliares – É um encontro de 3 dias (fim de semana) que é o encerramento do treinamento que os auxiliares receberam durante um ano, capacitando-os a se tornarem líderes de células.

Encontro Edificar – É um encontro de 3 dias (fim de semana), voltado para os líderes de células, que visa o treinamento e o amadurecimento espiritual.

Encontro Resgate – É um encontro de 3 dias (fim de semana), voltado para não crentes. É um encontro totalmente evangelístico e de consolidação de novos convertidos.